quinta-feira, 28 de julho de 2011

Vídeo - Drifting - Andy Mckee por Renan Timbó

Sabe aquela música sensacionaaaaal? Que quando você ouve a primeira vez você falta babar? E você não consegue parar de ouvir durante um tempão? hahahahah Uma dessas músicas pra mim foi Drifting, do Andy Mckee.


O primeiro vídeo que vi dessa música foi com o título "Música incrível no violão!". E realmente ela é incrível! Uma mistura de técnica monstruosa, um som lindo e uma harmonia perfeita, além da "percussão" feita no próprio violão.


Bom, certo dia encuquei que iria tirar essa música. Um mês em cima dela até conseguir tocar com perfeição, do começo ao fim. Ouvindo, vendo o vídeo do Andy Mckee tocando e reproduzindo parte por parte. Quando tirei, tive dificuldade com tocar e bater ao mesmo tempo. Haja sincronia e concentração. Tanto que eu não conseguia começar a música pelo meio. Eu tinha ela na minha cabeça como "blocos". Se eu perdesse um, tinha que voltar pro início hahaha Hoje, com mais tranquilidade eu já consigo raciocinar mais e pensar melhor durante a execução da música.


Mas bom, o objetivo desse post, além de mostrar o trabalho do GRANDE violonista que é o Andy Mckee, é mostrar e divulgar um vídeo que fiz em parceria com um amigo meu, Daniel Holanda. Ele quem editou vídeo e áudio, gravou e arrumou tudo. Interessante que a gente demorou, sei lá, 1 hora e meia pra gravar o vídeo e ficamos sei lá quantas horas mexendo com edição. É uma parte que a gente gosta muito e até achamos mais legal que gravar hahaha Além do que, ele tem bons equipamentos no Estudiozinho dele, o que facilita e mantém a boa qualidade do trabalho (inclusive ele criou o canal do estúdio no youtube - Phone Studio, que foi onde colocamos o meu vídeo. Se inscrevam que virão coisas bem interessantes! - www.youtube.com/phonestudiodf ).


Então, fiquem com o meu vídeo e mais uns outros do Andy Mckee. Aproveitem e dêem um curtir pra ajudar na divulgação hahaha!

















Valeu pessoa, até mais!!


Renan

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A influência da música no cérebro


A música é algo universal. Não existe uma pessoa que não goste de música no mundo inteiro. Há gostos diferentes, de estilos diferentes mas, com toda a certeza, todo mundo gosta de algum tipo!



Agora, por qual motivo isso acontece? Porque sentimos uma sensação tão boa quando ouvimos uma música que a gente gosta, que a gente se identifica? Bom, há uma explicação científica pra isso. De acordo com uma matéria da Ciência Hoje (link no final do post), o nosso cérebro é inundado de dopamina quando ouvimos uma música que gostamos. A dopamina é um neurotransmissor relacionado à sensações de prazer. Sendo assim, além de poder curtir um bom som, isso estimula suas sensações prazerosas te deixando mais feliz, alegre e disposto. Eu sou suspeito pra falar, mas certa vez ouvi uma frase que dizia que a "música é o remédio da alma", o que concordo plenamente.



 



Além disso tudo, existe o fator "desenvolvimento cerebral". O lado direito do nosso cérebro é o lado que controla a razão e, no caso da música, é estimulado com o estudo de técnica, teoria (depois que você estuda e entende certos assuntos da teoria musical, você percebe que ela é matemática e lógica PURA). Já o lado esquerdo, é o lado que controla a emoção e é estimulado, por exemplo, quando você ouve ou toca uma música. Assim, a gente chega a conclusão de que aprender a tocar um instrumento e ouvir qualquer tipo de música é fundamental pro desenvolvimento de qualquer pessoa. Ela desenvolve e estimula o cérebro por inteiro e, como diria Albert Einstein: A mente que se abre a uma nova idéia jamais volta ao seu tamanho original.



Sendo assim, vamos estudar, ouvir, fazer, criar, e aproveitar desse dom divino que é a música!



Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/blogues/bussola/2011/02/prazer-da-musica-no-cerebro


Até logo,



Renan




quinta-feira, 21 de julho de 2011

O poder da escala Pentatônica

Vamos começar com um pouquinho de teoria musical?


Bom, vou começar com um tema muito interessante, que se conhecendo e treinando pra que se aplique bem na prática pode gerar efeitos muito bons, além de abrir portas pra novas opções: as famosas escalas pentatônicas!


Ok, vamos do início. Escalas musicais são sequências de notas ordenadas por uma frequência sonora. Normalmente da mais baixa pra mais alta, ou seja, das mais graves para as mais agudas.


Existem vários tipos de escalas musicais diferentes com nomes diversos. Para simplificar, a principal Escala musical é a escala maior natural. Isso, é aquela sequência de notas que todo mundo sabe. Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si. Essa é a Escala maior natural de Dó. Não vou entrar em detalhes como: intervalos, formação de escalas, campos harmônicos, etc. Porque esse post vai ser dedicado ao "instinto" humano, ao que o nosso cérebro é capaz de fazer com a música sem mesmo que a gente perceba e, além disso, pretendo em outros posts ir explicando cada um desses temas de teoria musical.


Continuando... a Escala maior natural tem sete notas musicais, como vocês viram anteriormente. A escala PENTAtônica, tem apenas cinco notas, como o nome diz. Em linhas gerais, se tira a 4ª e a 7ª nota da Escala maior natural para se formar a Escala Pentatônica. Sendo assim, a Escala Pentatônica de Dó maior é: Dó, ré, mi, sol, la. Apenas isso. Simples assim.


Mas calma! Isso não significa que as 4ªs e 7ªs notas das escalas naturais sejam sempre desprezíveis. Não! Elas apenas não cabem em TODOS os acordes de uma música e são retiradas para a formação da "penta". Elas devem ser tocadas com mais cuidado, apenas. Mas são de extrema importância, como todas as outras notas para formação de acordes, escalas, etc.


Agora vamos ao poder da escala Pentatônica. Por qual motivo ela é tão importante, tão utilizada e tão comentada? Pelo simples fato de serem excluídas as notas que podem dar alguma dissonância(aquele som "fora" da música) quando você está improvisando, por exemplo. O meu irmão me disse certo dia que os professores de flauta bloqueavam as 4ªs e 7ªs notas das flautas, para que os alunos não corressem o risco de tocá-las e isso causar alguma dissonância na música. Ela é uma escala muito intuitiva e é aí que entra o ponto importante do post: Bob Mcferrin. Um músico, estudioso da música, cantor... fez uma apresentação para um evento chamado World Science Festival, em 2009. Nela ele demonstra como a escala pentatônica é intuitiva e como o nosso cérebro reconhece uma Escala, uma sequência de sons. Eu achei simplesmente fantástico! Dêem uma olhada no video:









Vocês possivelmente vão encontrar esse tipo de escala sendo usada em muitas músicas famosas, mas MUITAS MESMO! Guitarristas renomados e conhecidos usam e abusam das pentatônicas nos solos e improvisações, porque é uma escala que não tem erro. David Gilmour, o guitarrista do Pink Floyd é conhecido como o rei das Pentatônicas. Ele consegue tirar solos incríveis usando apenas essa Escala.












Aqui vocês podem prestar atenção em todos os solos (e na música que é MUITO BOA também). Nos três solos é usada apenas a Escala pentatônica. Nisso dá para você perceber o quanto é incrível e o quanto vale a pena dar uma estudada e aprender sobre isso. Solos lindos, feitos apenas com uma combinação de cinco notas.


A música realmente é algo encantador hahahaha



Renan


quarta-feira, 20 de julho de 2011

Músicas próprias e gravações

Como já havia dito no primeiro post do blog, todos os aspectos da música me fascinam! E a gravação é algo que me instiga, me desafia e que tem um sentimento muito grande de “dever cumprido” quando se tem um resultado final satisfatório.


Pois bem, hoje eu queria mostrar um pouco do meu estilo, algumas músicas que eu criei e gravei. Espero conseguir gravar mais e mais sempre, para que sempre consiga mostrar a evolução como músico e a evolução nas mixagens e masterizações (que estou estudando bastante nos últimos tempos e pretendo fazer um post específico pra isso quando achar que tenho o conhecimento necessário). Além de, claro, receber dicas, sugestões e críticas. São todas sempre bem-vindas! Afinal, é assim que a gente cresce e aprende mais. Tenho consciência absoluta de que a música é um universo infinito e que sempre se tem a aprender e melhorar!


Para título de conhecimento, em todas estas gravações que estarão neste post, usei um programa bem simples de gravação multi-pista, onde você grava separadamente cada instrumento podendo ouvir os demais ao mesmo tempo que grava. Este programa se chama Cool Edit Pro. Atualmente faço as minhas gravações com o Nuendo 4, que é bem mais elaborado e com mais opções diferentes. Liguei o violão ou guitarra, dependendo da música, direto em uma placa de som externa que eu tenho, uma M-Audio Fast Track.


Bom, no mais... ouçam algumas das minhas gravações!


The first. A primeira gravação.



Snoopy Blues. Um Blues rápido!


Michael Jackson - Heal The World (cover na guitarra)


De volta...


Se quiserem ouvir mais, ali no lado direito do blog há um link para o meu perfil no AcidPlanet, onde armazeno as minhas gravações.



Até logo,


Renan

terça-feira, 19 de julho de 2011

As magias de um Pedal de Loop!

Olá pessoaaaaaaaaaal!


Tudo xuxu beleza?



Bom, dias atrás estava na casa de um amigo meu tocando violão, atoa mesmo... improvisando, inventando e trocando uma ideia, apenas. Ele tem um set de pedais legal (toca guitarra) e foi me mostrar aquelas belezuras hahahaha. Um que me chamou muita atenção foi o pedal de Loop que ele tem.


A gente separou esse e ligou no violão só pra que eu visse como funcionava, quais eram as funções e etc. E eu simplesmente digo uma coisa: vale o preço que tem (que é salgadinho hahaha cerca de R$ 600,00)! Mas muito bom, muito divertido, muito empolgante! No começo é meio complicado pegar o time do loop, mas depois é maravilha.





Vamos lá. O que necessariamente um pedal de Loop faz? Como funciona?


Bom, na prática é simples: você conecta o violão, guitarra, microfone, o que quiser nele... e o conecta a uma saída de som qualquer (fones de ouvido, caixas de som, etc). Ao apertar o pedal a primeira vez, ele fica em “estado de alerta” só esperando você tocar. À partir daí, qualquer som que é emitido o ativa e ele começa a gravar aquele som. Pode ser gravado vários minutos de uma vez só, ou seja, você pode gravar uma música inteira no pedal de loop. Depois de tocar o que você quiser, ao acionar novamente o pedal ele automaticamente começa a repetir o que havia captado anteriormente, daí vem o nome LOOP, que em inglês significa “laços” ou “dar laços”. É só lembrar dos Loops das montanhas russas! Sendo assim, depois do segundo toque no pedal, ele sempre vai repetir aquilo que você tocou primeiro quantas vezes você deixar ele repetir.


É aí que entra a parte legal da coisa... se você apertar novamente o pedal ele entra em “estado de alerta” novamente, esperando você tocar algo, isso sem parar de tocar o que já estava em loop. Quando você toca, ou canta, ou emite o som que quiser hahahahaha ele começa, então, de novo, a gravar o que você está tocando, cantando... e o melhor, ele grava em “outra trilha”. Ou seja, ele continua tocando a primeira gravação... e grava o que você fizer depois. Nisso você já tem uma gama de possibilidades ENORMES. O leque se abre e é só deixar a imaginação correr solta: fazer dois violões, depois ainda gravar o baixo e backing vocals...enfim, pode fazer o que sua criatividade permitir. Não imagino quantas vezes você pode fazer isso e inserir novos sons no pedal, mas tenho certeza que são MUITOS. Quantos você estiver disposto hahahaha


Além disso ele vem com alguns loops de bateria gravados automaticamente que podem fazer com que a brincadeira fique mais divertida e completa ainda e também há a possibilidade de salvar os seus sons mesmo desligando o pedal.


Bom, esse que falei é um pedal simples. Existem pedais e pedaleiras muito bem elaboradas que são usadas por profissionais que se especializaram nesse tipo de música. São uma “banda com um só” fazendo beatbox e tudo mais.


Pra finalizar... fiquem com um vídeo do Bernhoft como exemplo. Tocando a música Cmon Talk. Eu, particularmente achei MUITO boa a música.









 

Abraços e até breve!!!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

One song, one day.

Ae pessoal, tudo tranquilo?


Hoje tô aqui pra falar de um dos caras que admiro bastante como músico e curto praticamente todas as músicas dele: John Mayer.


Há um tempo atrás vi um video dele que me impressionou bastante, além de trazer uma inspiração danada como músico. Ele gravou um dia de trabalho no estúdio, em 25 de Maio de 2005. O video começa com ele chegando no estúdio, às 13:53 e acaba com ele indo embora às 1:37 da madrugada do dia seguinte. O video tem quase 19 minutos, mas vale MUITO a pena assistir. Não tem encontrei nenhuma boa alma que fizesse legenda para o video. Ele é em ingles. Mas dá pra entender algumas partes.







Ele leva váááários pedais que ele tem em casa pro estúdio e lá ele fica testando os diferentes sons que cada um deles tem e testando, também, diferentes combinações até que em um momento, ele consegue tirar um som na guitarra muito parecido com um daqueles Órgãos que são tocados por freiras nas igrejas, em filmes antigos hahaha. Tanto que na versão ao vivo, é um órgão que faz o som que ele tira na guitarra, nesse momento. É aí que começa a nascer "In Repair". Chega no estúdio Charlie Hunter, que toca uma espécie de guitarra e baixo juntos em um instrumento só e em seguida o baterista Steve Jordan. Eles tocam algumas melodias com a ideia principal, John Mayer ensaia algumas frases da letra juntamente com a harmonia e logo a coisa vai criando corpo e se tornando uma música de verdade. John Mayer se isola e rapidamente termina de escrever toda a letra de "In Repair". Incrível! Quando ele termina ele beija o papel e "comemora". Eles pegam os instrumentos e começam a gravar pra valer.


Instrumentos gravados, tudo feito. Hora de gravar a voz separadamente. John Mayer canta e grava já com a melodia um pouco diferente do que se via ele cantando até então. Essa era a melodia que iria para a gravação em si, a que escutamos até hoje. Depois disso, chegou o momento de "ocupar os espaços vazios". E... lá vai John Mayer, de madrugada, com sua guitarra, gravar os solos. Simplesmente incríveeeeeeeel! Ele faz os solos, que são exatamente os que foram pra gravação da música e você pode acompanhar isso! Muito feeling, muita técnica. Tudo feito em um único dia.


Pra finalizar, curto muito as músicas desse cara. As mais "pops" e as mais "jazz" ou "blues" (que ele toca com o trio). Vale a pena comprar o DVD Where's the light is e assistir na íntegra.


A música é tocada toda no tom de Lá maior.


Pretendo fazer uma análise harmônica dessa música e explicar algumas coisas básicas sobre teoria que se encaixam nela, mas isso em um outro post. Esse fica exclusivo pra parte de criação e desenvolvimento de música e gravação. Muito interessante ver o video!


Falou galera.


Até logo,


Renan