domingo, 18 de setembro de 2011

Os 5 melhores solos de guitarra (minha opinião pessoal)

Revistas, sites, jornais... diversos veículos de comunicação sempre fazem suas listas e elegem os melhores solos de guitarra de todos os tempos de acordo com suas perspectivas, visões, gostos, etc. Hoje resolvi fazer a minha própria lista hahahaha Vou colocar aqui alguns dos solos mais incríveis que já ouvi, reouvi e ouvi novamente por achar simplesmente geniais!


Esses solos revelam bastante do meu estilo musical também. Vocês poderão perceber que não haverá nenhuma "fritação" ou coisa muito pesada. Não que sejam ruins. Apenas pelo motivo de não me agradarem. É uma lista pessoal, com a minha visão, a minha percepção e a minha opinião. Isso também não significa que ela seja a certa ou que seja a verdade absoluta. Repetindo, é só a minha opinião.


Hey ho, let's go! 


Para começar, vamos de Pink Floyd - Comfortably NumbPULSE 1994. Esse último solo do David Gilmour é simplesmente de arrepiar. O show inteiro é de arrepiar, mas nesse solo ele se superou, na minha opinião. Ele também foi escolhido o melhor solo de todos os tempos em 2007, pela revista britânica "Q".






Eric Clapton - I shot the sheriff no festival Crossroads em 2004. Esse não consegui achar só o solo. Se quiserem passar pros 5min do vídeo, é onde começa o solo. Mas vale a pena conferir a música inteira. Esse é um solo dos mais empolgantes que já ouvi. Mistura de um feeling inacreditável com técnica, swing. Bom demais!!!







Stevie Ray Vaughn - Little Wing. Esse não precisaria nem comentar! Timbrão "metálico" bem característico, pegada, vibratos de matar. Além de a música original já ser f***! O cara conseguiu fazer uma versão mais fenomenal ainda! Sou fã do Stevie Ray Vaughn e do Blues Texano que ele mandava. Uma pena que foi "embora" cedo, infelizmente.







Brett Garsed - Got the Horn. O que esse cara faz com o slide?!?!?! Alguém me explica, por favor? hahahaha Esse vídeo me fez comprar um slide só pra ver se um dia eu chego a 10% do que esse cara toca. Sem palavras!







David Gilmour - Marooned. E bom, eu não seria eu se não colocasse mais um do David Gilmour aqui hahahahahaha Eu já tocava violão há muito tempo mas, foi depois de ouvir David Gilmour que eu pensei a primeira vez: "Quero tocar guitarra! E quero tocar igual esse cara!" hahahaha E essa música é viajante. Curto demais, demais mesmo! 









Enfim, é isso pessoal. Não foi tão fácil quanto pareceu escolher 5 solos como os melhores pra mim. Pensei em colocar "n" outros no lugar desses, o que não seria nenhuma injustiça. Mas são esses que realmente me fazem querer treinar mais guitarra, querer tocar pra chegar num nível que eu possa fazer algo ao menos parecido. São esses que mais me influenciaram na minha trajetória de guitarrista (amador). Não diminuo em nada os que não estão na minha pequena e humilde lista hahahah Joe Satriani, BB King, Slash, dentre muitos outros também são excelentes no que fazem e com certeza, numa lista maior, colocaria solos deles também. São lendas. Mas, escolhi apenas cinco solos pra não ficar cansativo demais. Quem sabe eu faça uma segunda listinha mais pra frente.


Até logo..!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Intervalos...

Bom, vamos mais um pouco de teoria musical! Quero começar a fazer análises harmônicas de músicas que eu acho que valem a pena mas, antes, eu vou fazer uma bateria de posts de teoria básica pra ter embasamento nos próximos posts e pra que vocês que irão ler, entendam o que eu vou querer dizer. Além, também, de ter o intuito de ajudar quem estiver procurando sobre esses assuntos. Vai ser um pouco extenso, já vou avisando hahaha.


Hoje o papo vai ser sobre intervalos musicais. Vou falar sobre o básico aqui. Cabe a quem quiser, aprofundar mais sobre o assunto e tirar suas próprias conclusões. Estou à disposição para responder qualquer dúvida também :)


Começaremos tomando como base a boa e velha Escala Maior Natural de Dó maior (nisso entende-se dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). Todas as escalas, todos os tipos, tem intervalos característicos entre as notas. É desses intervalos que eu estou falando! Se você se lembrar das teclas do piano, vai facilitar sua visualização.



Olhando a imagem, as teclas brancas são as notas naturais e as teclas pretas são as notas com acidente, ou seja, ou sustenido (#) ou bemol (b),  essa diferença existe somente na teoria. Uma nota ou acorde sustenido é aumentado em meio tom e uma nota ou acorde bemol é diminuído meio tom. Na prática um dó# não se diferencia de um réb, por exemplo. Essas notas são chamadas de enarmônicas, pois tem o mesmo som. Mas teoricamente falando, vocês vão perceber que existe uma diferença clara e importantíssima entre essas notas.


Se você tocar todas as notas em sequência, incluindo as teclas pretas do teclado, você estará fazendo uma escala que chamamos de escala cromática. Que nada mais é do que uma escala com TODAS as notas (ou com o menor intervalo possível entre elas), ou seja, ao invés de 7 notas, a escala terá 12 notas (dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si ou ao invés dos #, usando seus respectivos b). Agora qual o motivo de essas notas terem nomes compostos (ex: dó sustenido ou ré bemol)? Dizem as más línguas que é por que os músicos queriam complicar as coisas para os "não-músicos", apenas. Não existe uma explicação concisa sobre isso. O fato é que as notas são essas, os nomes são esses e a gente tem que se acostumar. hahahaha


Os intervalos musicais são divididos em dois tipos de unidade de medição: tom (ou tom inteiro) e semitom. Sendo que "cabem" dois semitons em um intervalo de um tom.


Na escala cromática, como falei, se tem os menores intervalos possíveis entre as notas, ou seja, é uma escala totalmente formada por SEMITONS.


Oh my God!!! Porque entre o mi e o fá e entre o si e o dó não tem um mi# e um si#?? Ou um fáb e um dób?? Bom, no caso, nós estamos tratando de instrumentos não temperados (pianos, violões, guitarras) onde não há essa diferença. Em instrumentos temperados (violino, canto, etc) existe essa diferença. Assim como existe diferença entre um dó# e um réb. Os instrumentos não temperados utilizam-se das escalas cromáticas e não levam em consideração pequenas variações no som (tão sutis que é preciso muito treino para se conseguir diferenciá-las), o que acontece com os temperados. Prestando atenção novamente nas teclas do piano, não há teclas pretas entre as notas mi-fá e si-dó. Nesses dois casos, o intervalo é apenas de um SEMITOM. Nos demais, que existe a tecla de acidente no meio, o intervalo é de um tom. Agora, pra finalizar o raciocínio, o intervalo entre uma tecla branca e uma preta, também é de um SEMITOM. Sendo assim, se você contar de uma nota por uma nota, terá intervalos de um SEMITOM. Se contar de duas em duas notas, terá intervalos de um TOM. Isso acontece SEMPRE, independente de onde você comece a contar. Essa é a maior regra, na minha opinião.


Voltando e esquecendo os instrumentos temperados... vamos pegar a escala cromática de Dó maior como exemplo e colocar os intervalos correspondentes (usarei ST para informar os intervalos de SEMITOM):


dó - ST - dó# - ST - ré - ST - ré# - ST - mi - ST - fá - ST - fá# - ST - sol - ST - sol# - ST - lá - ST - lá# - ST -si - ST -dó


Sendo assim, se tem um intervalo de semitom a cada nota em sequência. As escalas maiores naturais tem uma configuração de intervalos específica. Essa configuração é: tom-tom-semitom-tom-tom-tom-semitom. Ou seja, na escala maior natural de DÓ (usarei T para intervalos de tom e ST para de semitom):


dó - T - ré - T - mi - ST - fá - T- sol - T - lá - T - si - ST - dó


Então, isso explica porque a escala maior natural de Dó não tem nenhum acidente (nenhum bemol e nenhum sustenido). É a mais simples e fácil de se compreender. Isso explica também a razão de a escala maior natural de Ré não ser simplesmente ré, mi, fá, sol, lá, si, dó e sim ré, mi, fá#, sol, lá, si, dó# e ré.


ré - T - mi - T - fá# - ST - sol - T - lá - T - si - T - dó# - ST - ré


Seguindo o mesmo raciocínio e pensando sempre em intervalos, teremos também as escalas com notas bemóis. Segue a escala de Sí bemol (Bb) como exemplo:


sib - T - dó - T - ré - ST - mib - T - fá - T - sol - T - lá - ST - sib


É importante diferenciar os sustenidos dos bemois, principalmente na hora de identificar as escalas e cifrar uma música. Mesmo sendo apenas questão de nomenclatura, no caso do violão, da guitarra, do piano. É simplesmente o FAZER CERTO. A escala de Si bemol é diferente da escala de Lá sustenido. Lembrem-se!


Vale a pena estudar os intervalos característicos de outros tipos de escalas também como, por exemplo: escala menor; menor melódica; menor harmônica; assim como escalas tradicionais de outros lugares como a japonesa, egípcia, etc.


Então é isso, a princípio hehehe. Espero não ter me alongado demais e ter conseguido passar o básico sobre esse assunto. Acho muito importante ter isso tudo em mente. É um pré-requisito essencial pra parte de harmonia, improvisação, teoria no geral, tudo!


É isso.


Até mais...