sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Black Sabbath - 11-11-11 !!!

Eles voltaram!

É isso aí galera... foi anunciado hoje em uma coletiva de imprensa a volta da banda com todos os integrantes da formação original: Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Greezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria). A notícia também está no site oficial da banda (http://www.black-sabbath.com/).

Pra quem ouve e gosta, com certeza é uma notícia ótima! Para os músicos em geral e roqueiros de plantão então, nem se fala!

Black Sabbath gravará um CD em 2012 (após 33 anos sem um disco com essa formação) e fará turnê mundial.

Espero que continuem mandando tão bem quanto sempre mandaram.

Aqui abaixo segue o vídeo no youtube feito para anunciar essa grande volta:




Abraço!!
Até logo...

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Quer aprender a tocar algum instrumento? Dicas..!

Olá galera!

Eu já "vivo o mundo da música" há uns bons anos (não sei ao certo quantos, mas pelo menos uns 15 anos), como vocês puderam ver no post de apresentação. Com esse tempo todo, com tantas experiências, aulas, apresentações, estudos e muita, muita prática, cheguei a conclusão de que temos que ter algumas coisas para se conseguir tocar um instrumento de forma satisfatória. Por conta disso resolvi fazer esse post com algumas dicas (se é que pode-se dizer que o que vou escrever aqui são dicas) para que você consiga êxito na sua jornada musical hahahaha. Sendo assim, sigam-me os bons! Lembrando que são impressões pessoais, no caso, sem embasamento teórico, apenas empírico hahaha



Aprenda teoria

Teoria musical serve pra todo e qualquer instrumento que você vá tocar. Logo, se você aprende um vez, não precisa aprender de novo se quiser mudar de instrumento. Eu fiz vários anos de aula quando era criança ainda, até os meus 12, 13 anos de idade. Mas depois disso nunca mais fiz nada especificadamente pra teoria. A maior parte (esmagadora) do conhecimento que adquiri foi sozinho lendo, buscando e me esforçando pra estudar essa "ciência" que não passa de matemática pura. Além de aliar tudo isso às aulas práticas que eu tive e continuei tendo por mais um tempo depois que larguei as aulas teóricas, perguntando, questionando e sempre querendo  entender e aprender mais o que estava em volta do que eu já tocava. Estudei teclado, violão, cavaquinho, guitarra e posso dizer que a teoria musical ajudou muito em cada um destes. Ainda estudo hoje pois, a cada novo aprendizado, eu descubro que não sei de nada, tamanha a quantidade de informações que se tem nesse meio. Acho que nunca vou parar de estudar teoria, nem quero! É algo muito prazeroso e instigante. Portanto, estudem!!!



Seja persistente

Os seus dedos vão doer? VÃO! Suas mãos, seus ombros, dedos, pernas e cabeça vão cansar? VÃO! Você não vai conseguir tocar as músicas que quer logo de início, pelo menos? NÃO VAI! Mas não é por isso que você tem que desistir. A persistência é característica fundamental pra que você aprenda a tocar um instrumento, seja ele qual for. Ninguém nasceu sabendo tocar, o seu cérebro não está acostumado com esse tipo de informação. Nem a sua coordenação motora. Então, até que você "pegue o jeito", pode demorar um pouco. Você pode passar raiva, sentir dor, cansaço... então pare! Descanse, vá fazer outras coisas e quando quiser volte novamente, mas não desista por não conseguir tocar algo. Porque pode ter certeza, você conseguirá! O meu pensamento "motivacional" é sempre: se existem tantas pessoas que conseguem, eu também consigo.



Treine

Por mais bobo que possa parecer o exercício, treine! Faça-o repetidamente aumentando a velocidade (com auxílio de um metrônomo), acrescentando novos elementos, incluindo outros exercícios juntamente com aquele. Isso vai te trazer um progresso gradativo muito satisfatório. Pode não parecer, você pode não perceber, mas trará bons resultados, garanto.



Ouça e tire músicas

Quanto mais você ouvir, melhor vai ser pra você. Ouça ritmos variados, músicas diferentes, melodias calmas, clássicas, ouça rock, blues, jazz, bossa nova. Ouvir, prestar atenção nas músicas, no que é tocado, em cada nota, progressão... faz você melhorar sua percepção e, "tirar" essas músicas (ou seja, aprender a tocá-las), além de treinar o seu ouvido, gera um aprendizado grande na prática. É aí que você coloca tudo aquilo que passa horas estudando e aprendendo. 



Componha

Compôr é um exercício incrível pra criatividade e desenvolvimento de técnicas. É uma das melhores coisas que se pode fazer com a música em geral (na minha opinião). A música é sua, você pode fazer o que você quiser com ela. Os propósitos são seus, as intenções são suas. Saia do comum, inove, mude, invente, crie! Você tem um "universo musical" inteiro pra isso. Não se prenda ao comum, usual, a não ser que essa seja sua intenção. De novo, você pode fazer o que você quiser.



Tenha disciplina

Separe uma horinha do seu dia para estudar, faça um cronograma e siga aquilo que foi planejado. 


Bom, é isso. Se você puder ter acompanhamento de um profissional, com certeza vai ajudar e MUITO. Ele te dará um direcionamento, te mostrará o que fazer, o que estudar e aonde chegar. Os seus objetivos serão alcançados mais rápido. Se não puder, compre livros, ache material de confiança na internet para estudo (há vários blogs com um material bem legal e didático disponibilizado) e se mantenha firme! 

Tudo o que escrevi aqui é apenas uma impressão pessoal com o objetivo de ajudar quem está começando. É conhecimento adquirido com a experiência ao longo de todos esses anos, passando por vários instrumentos, professores e modos de se estudar e tocar, perceber e sentir a música e como se pode crescer musicalmente de diferentes maneiras. 

Espero ajudar... 
Obrigado,

Até logo!


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Boa música brasileira...

Hoje eu estou aqui pra falar de música brasileira!


Muita gente reclama da música brasileira, que só se ouve "tchutchucas" e "créus" por aí, além de outras coisas... Músicas pobres de letra e de som mas que, por algum motivo, vêm à tona e acabam recaindo sob nossos ouvidos. Bom, na minha opinião, não deixa de ser verdade, porque é o que realmente se toca e se ouve em rádios, festas e nesses sons de carros ensurdecedores. Mas... pra mim, ouve quem quer, presta atenção quem quer. Não estou aqui pra julgar algum estilo em específico, nem uma banda ou cantor, músico, o que quer que seja. Como diria a boa e velha frase: gosto é gosto e não se discute. Pessoalmente, há certas coisas que não me descem, mas não vou entrar nesse mérito aqui, agora, nesse post. Pelo contrário. Vim falar de música BOA (aos meus ouvidos), da imensa musicalidade, inteligência e técnica que nós temos em alguns músicos brasileiros, da nossa riqueza musical etc, etc, etc!


Não vou entrar no mérito de compositores de letra/poesia agora, apesar de achar que no Brasil existem ótimos compositores com letras maravilhosas e que realmente podem passar uma mensagem interessante. Sendo assim, como sou um apaixonado por música instrumental, escolhi alguns vídeos que refletem o que eu quero dizer aqui. Serão só brasileiros tocando. Então, here we go!








Primeiro: já ouviram falar em Egberto Gismonti? É um compositor, arranjador brasileiro com um talento inacreditável para música instrumental. É incrível ver a técnica, habilidade, musicalidade e criatividade que esse cara tem. Esse é daqueles que "transcendem" à música. Só uma palavra: gênio! (Ps.: detalhe para os 4:42 do vídeo, o cara curtindo a música hahahaha)







Esse é Baden Powell que, apesar do nome, é brasileiro sim! hahahaha Outro instrumentista fenomenal que dispensa comentários.







Aqui o famoso Yamandu Costa. Muita gente diz que ele toca embolado, que a técnica dele não é muito audível, que ele bate no violão... mas eu acho exatamente o contrário hahaha esse cara é um dos melhores violonistas que já vi tocar. Dá vontade de aprender violão clássico só pra tocar como ele. Tem muitos outros vídeos aí nos relacionados dele tocando com o Dominguinhos (parceria MUITO boa), com o Armandinho... aquele da guitarra baiana(que não, não toca axé! hahahahaha), vale a pena assistir. Me lembra a velha época que eu tocava chorinho no cavaco...







Esse vídeo é pra fechar com chave de ouro! Vídeo do Nosso Trio. Trio formado por Nelson Faria (guitarra), Ney Conceição (baixo) e Kiko Freitas (bateria). Eu fico "abobado" ouvindo o som desses caras. Realmente acho fascinante a leveza, suavidade, a técnica que eles tem, o som que tiram de cada instrumento, como cada um se encaixa perfeitamente com o outro. Essa sim é uma banda que me faz querer estudar pra, um dia, pelo menos chegar perto do que eles fazem.


Enfim, eu acho a música brasileira extremamente rica e prazerosa de se ouvir. Temos músicos e músicas que podemos dizer que são incríveis! Eu acho que vale a pena ouvir, é sempre válido e se pode aprender muito com isso.

Que fique claro que não estou desmerecendo o talento dos músicos estrangeiros, mesmo porque eu gosto de MUITA coisa de fora também, como vocês já podem ter visto em outros posts. A minha intenção é apenas de mostrar que também temos coisas boas, e não apenas aquela bobagem toda que normalmente faz sucesso por aqui.

Fica também a minha revolta e protesto contra a mídia brasileira que raramente dá algum valor a esses músicos, a esse tipo de música que pode acrescentar algo de bom às pessoas.


Obrigado a todos!

Até mais pessoal!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Nova gravação!

Olá pessoal! Tudo bem?


Estou um pouco sumido daqui... meio sem tempo, sem inspiração pra escrever, talvez. Mas bom, cá estou novamente.


Resolvi compartilhar com vocês uma música nova que fiz essa última semana. Quem acompanha no facebook e twitter já deve ter ouvido hahaha Mas tô aqui pra falar um pouco do processo de criação e gravação da música, que foi um pouco diferente do que normalmente é comigo.


Fiz essa baladinha no tom de Em(Mi Menor) e o solo é praticamente todo baseado nessa mesma escala. Bom, foi a minha primeira criação "voluntária" hahahaha. As outras todas vieram do "além", ou seja, estava tocando e simplesmente as melodias surgiram e viraram músicas com um ajuste ou outro. Minhas músicas tem sempre um ar melancólico (talvez pelas minhas influências musicais mais fortes) mas, nessa última música eu queria fazer algo mais agitadinho, mais baladinha mesmo, algo que fosse mais feliz, "pra cima". O ritmo, as notas e intenções saíram daí. Segundo: anteriormente as minhas músicas (mais especificadamente os meus solos de violão e guitarra que compunham a linha musical inteira) eram feitos por meio de improvisos: eu criava uma base e em cima dela ia gravando vários solos improvisados. Dentro destes, pegava as frases que ficavam melhores e juntava em um único solo. Agora foi diferente... compus o solo de guitarra como se fosse uma letra de uma música cantada. Fiz frase por frase, combinação por combinação, uma por uma. O que, na minha opinião, proporcionou um solo mais definido, com maior confiança e com maior pegada, o que é uma coisa que eu me "auto-cobro" muito. E, por fim, fiz eu mesmo uma linha de bateria, baixo e piano, compondo toda a base. Antes me limitava à base com violões, uma coisa mais acústica.


Pra mim foi uma experiência diferente e que me rendeu muito aprendizado. Acho que é ótimo ver que se tem opções diferentes do que se está acostumado se tratando de criação e, dessa vez, eu realmente me senti um compositor. hahahahaha Dizem que compor por encomenda é uma das melhores coisas que se tem. Acho que eu mesmo fiz uma auto-encomenda e gostei muito do resultado. Não quero dizer que há um jeito certo ou melhor de se fazer uma música, pelo contrário, cada um que encontre o seu jeito "ótimo" (lembrei das aulas de física hahaha) de criação.


Pra finalizar, como sempre, gravei com meu violão Yamaha apx500, guitarra Crafter Convoy FM ligada à pedaleira V-amp2, piano no pianist (isso mesmo, aplicativo do Ipod hahahahahah), bateria feita no computador com o Addictive Drums e um baixo simples feito com o violão mesmo (quem não tem cão...) e usado plugins para equalização. Gravei tudo ligado em linha na placa de som M-Audio com o Nuendo4. 


Então é isso! Espero que gostem do resultado final tanto quanto eu! Segue abaixo:


Renan - I hope so...


Ps: tive que abaixar um pouco o volume da versão inicial pra conseguir postar no SoundCloud. Se quiserem ouvir mais alto, também está upada no AcidPlanet. O link está aí à direita, na seção "Minhas Músicas".


Até logo...

domingo, 18 de setembro de 2011

Os 5 melhores solos de guitarra (minha opinião pessoal)

Revistas, sites, jornais... diversos veículos de comunicação sempre fazem suas listas e elegem os melhores solos de guitarra de todos os tempos de acordo com suas perspectivas, visões, gostos, etc. Hoje resolvi fazer a minha própria lista hahahaha Vou colocar aqui alguns dos solos mais incríveis que já ouvi, reouvi e ouvi novamente por achar simplesmente geniais!


Esses solos revelam bastante do meu estilo musical também. Vocês poderão perceber que não haverá nenhuma "fritação" ou coisa muito pesada. Não que sejam ruins. Apenas pelo motivo de não me agradarem. É uma lista pessoal, com a minha visão, a minha percepção e a minha opinião. Isso também não significa que ela seja a certa ou que seja a verdade absoluta. Repetindo, é só a minha opinião.


Hey ho, let's go! 


Para começar, vamos de Pink Floyd - Comfortably NumbPULSE 1994. Esse último solo do David Gilmour é simplesmente de arrepiar. O show inteiro é de arrepiar, mas nesse solo ele se superou, na minha opinião. Ele também foi escolhido o melhor solo de todos os tempos em 2007, pela revista britânica "Q".






Eric Clapton - I shot the sheriff no festival Crossroads em 2004. Esse não consegui achar só o solo. Se quiserem passar pros 5min do vídeo, é onde começa o solo. Mas vale a pena conferir a música inteira. Esse é um solo dos mais empolgantes que já ouvi. Mistura de um feeling inacreditável com técnica, swing. Bom demais!!!







Stevie Ray Vaughn - Little Wing. Esse não precisaria nem comentar! Timbrão "metálico" bem característico, pegada, vibratos de matar. Além de a música original já ser f***! O cara conseguiu fazer uma versão mais fenomenal ainda! Sou fã do Stevie Ray Vaughn e do Blues Texano que ele mandava. Uma pena que foi "embora" cedo, infelizmente.







Brett Garsed - Got the Horn. O que esse cara faz com o slide?!?!?! Alguém me explica, por favor? hahahaha Esse vídeo me fez comprar um slide só pra ver se um dia eu chego a 10% do que esse cara toca. Sem palavras!







David Gilmour - Marooned. E bom, eu não seria eu se não colocasse mais um do David Gilmour aqui hahahahahaha Eu já tocava violão há muito tempo mas, foi depois de ouvir David Gilmour que eu pensei a primeira vez: "Quero tocar guitarra! E quero tocar igual esse cara!" hahahaha E essa música é viajante. Curto demais, demais mesmo! 









Enfim, é isso pessoal. Não foi tão fácil quanto pareceu escolher 5 solos como os melhores pra mim. Pensei em colocar "n" outros no lugar desses, o que não seria nenhuma injustiça. Mas são esses que realmente me fazem querer treinar mais guitarra, querer tocar pra chegar num nível que eu possa fazer algo ao menos parecido. São esses que mais me influenciaram na minha trajetória de guitarrista (amador). Não diminuo em nada os que não estão na minha pequena e humilde lista hahahah Joe Satriani, BB King, Slash, dentre muitos outros também são excelentes no que fazem e com certeza, numa lista maior, colocaria solos deles também. São lendas. Mas, escolhi apenas cinco solos pra não ficar cansativo demais. Quem sabe eu faça uma segunda listinha mais pra frente.


Até logo..!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Intervalos...

Bom, vamos mais um pouco de teoria musical! Quero começar a fazer análises harmônicas de músicas que eu acho que valem a pena mas, antes, eu vou fazer uma bateria de posts de teoria básica pra ter embasamento nos próximos posts e pra que vocês que irão ler, entendam o que eu vou querer dizer. Além, também, de ter o intuito de ajudar quem estiver procurando sobre esses assuntos. Vai ser um pouco extenso, já vou avisando hahaha.


Hoje o papo vai ser sobre intervalos musicais. Vou falar sobre o básico aqui. Cabe a quem quiser, aprofundar mais sobre o assunto e tirar suas próprias conclusões. Estou à disposição para responder qualquer dúvida também :)


Começaremos tomando como base a boa e velha Escala Maior Natural de Dó maior (nisso entende-se dó, ré, mi, fá, sol, lá, si). Todas as escalas, todos os tipos, tem intervalos característicos entre as notas. É desses intervalos que eu estou falando! Se você se lembrar das teclas do piano, vai facilitar sua visualização.



Olhando a imagem, as teclas brancas são as notas naturais e as teclas pretas são as notas com acidente, ou seja, ou sustenido (#) ou bemol (b),  essa diferença existe somente na teoria. Uma nota ou acorde sustenido é aumentado em meio tom e uma nota ou acorde bemol é diminuído meio tom. Na prática um dó# não se diferencia de um réb, por exemplo. Essas notas são chamadas de enarmônicas, pois tem o mesmo som. Mas teoricamente falando, vocês vão perceber que existe uma diferença clara e importantíssima entre essas notas.


Se você tocar todas as notas em sequência, incluindo as teclas pretas do teclado, você estará fazendo uma escala que chamamos de escala cromática. Que nada mais é do que uma escala com TODAS as notas (ou com o menor intervalo possível entre elas), ou seja, ao invés de 7 notas, a escala terá 12 notas (dó, dó#, ré, ré#, mi, fá, fá#, sol, sol#, lá, lá# e si ou ao invés dos #, usando seus respectivos b). Agora qual o motivo de essas notas terem nomes compostos (ex: dó sustenido ou ré bemol)? Dizem as más línguas que é por que os músicos queriam complicar as coisas para os "não-músicos", apenas. Não existe uma explicação concisa sobre isso. O fato é que as notas são essas, os nomes são esses e a gente tem que se acostumar. hahahaha


Os intervalos musicais são divididos em dois tipos de unidade de medição: tom (ou tom inteiro) e semitom. Sendo que "cabem" dois semitons em um intervalo de um tom.


Na escala cromática, como falei, se tem os menores intervalos possíveis entre as notas, ou seja, é uma escala totalmente formada por SEMITONS.


Oh my God!!! Porque entre o mi e o fá e entre o si e o dó não tem um mi# e um si#?? Ou um fáb e um dób?? Bom, no caso, nós estamos tratando de instrumentos não temperados (pianos, violões, guitarras) onde não há essa diferença. Em instrumentos temperados (violino, canto, etc) existe essa diferença. Assim como existe diferença entre um dó# e um réb. Os instrumentos não temperados utilizam-se das escalas cromáticas e não levam em consideração pequenas variações no som (tão sutis que é preciso muito treino para se conseguir diferenciá-las), o que acontece com os temperados. Prestando atenção novamente nas teclas do piano, não há teclas pretas entre as notas mi-fá e si-dó. Nesses dois casos, o intervalo é apenas de um SEMITOM. Nos demais, que existe a tecla de acidente no meio, o intervalo é de um tom. Agora, pra finalizar o raciocínio, o intervalo entre uma tecla branca e uma preta, também é de um SEMITOM. Sendo assim, se você contar de uma nota por uma nota, terá intervalos de um SEMITOM. Se contar de duas em duas notas, terá intervalos de um TOM. Isso acontece SEMPRE, independente de onde você comece a contar. Essa é a maior regra, na minha opinião.


Voltando e esquecendo os instrumentos temperados... vamos pegar a escala cromática de Dó maior como exemplo e colocar os intervalos correspondentes (usarei ST para informar os intervalos de SEMITOM):


dó - ST - dó# - ST - ré - ST - ré# - ST - mi - ST - fá - ST - fá# - ST - sol - ST - sol# - ST - lá - ST - lá# - ST -si - ST -dó


Sendo assim, se tem um intervalo de semitom a cada nota em sequência. As escalas maiores naturais tem uma configuração de intervalos específica. Essa configuração é: tom-tom-semitom-tom-tom-tom-semitom. Ou seja, na escala maior natural de DÓ (usarei T para intervalos de tom e ST para de semitom):


dó - T - ré - T - mi - ST - fá - T- sol - T - lá - T - si - ST - dó


Então, isso explica porque a escala maior natural de Dó não tem nenhum acidente (nenhum bemol e nenhum sustenido). É a mais simples e fácil de se compreender. Isso explica também a razão de a escala maior natural de Ré não ser simplesmente ré, mi, fá, sol, lá, si, dó e sim ré, mi, fá#, sol, lá, si, dó# e ré.


ré - T - mi - T - fá# - ST - sol - T - lá - T - si - T - dó# - ST - ré


Seguindo o mesmo raciocínio e pensando sempre em intervalos, teremos também as escalas com notas bemóis. Segue a escala de Sí bemol (Bb) como exemplo:


sib - T - dó - T - ré - ST - mib - T - fá - T - sol - T - lá - ST - sib


É importante diferenciar os sustenidos dos bemois, principalmente na hora de identificar as escalas e cifrar uma música. Mesmo sendo apenas questão de nomenclatura, no caso do violão, da guitarra, do piano. É simplesmente o FAZER CERTO. A escala de Si bemol é diferente da escala de Lá sustenido. Lembrem-se!


Vale a pena estudar os intervalos característicos de outros tipos de escalas também como, por exemplo: escala menor; menor melódica; menor harmônica; assim como escalas tradicionais de outros lugares como a japonesa, egípcia, etc.


Então é isso, a princípio hehehe. Espero não ter me alongado demais e ter conseguido passar o básico sobre esse assunto. Acho muito importante ter isso tudo em mente. É um pré-requisito essencial pra parte de harmonia, improvisação, teoria no geral, tudo!


É isso.


Até mais...


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Home Studio: o guia.

A internet é algo que revoluciona todos os meios de comunicação, realmente. hahahaha


Falo isso porque a gente encontra de tudo e, MUITAS das vezes, por acaso. Há muitas coisas boas ao redor do mundo e estão aí, como diz o clichê, "a um click de distância".


Hoje saiu um guia com várias informações muito boas no site da techtudo (www.techtudo.com.br) sobre como montar um Home Studio, quais os equipamentos fundamentais você precisa ter, além de dar dicas de programas, etc, para que você mantenha uma boa qualidade na produção, gravação, edição e masterização das suas músicas, com um custo acessível.


Eu ainda terei um Home Studio de respeito. É um sonho que almejo hahahahaha Mas por enquanto a gente se vira como pode. Tenho uma placa de som externa da M-Audio que é muito boa e quebra um galhão, tenho um notebook bom que roda todos os programas que preciso perfeitamente, tenho os programas que gosto de mexer e que tem boas funcionalidades (como o Nuendo4 pra gravação e edição de áudio com os Plugins da Waves que são considerados uns dos melhores para edição de áudio e também são muito didáticos e intuitivos) e tenho uma vontade incontrolável de aprender a usar e dominar esses aplicativos de edição de áudio e vídeo e poder fazer um som de qualidade razoavelmente boa para mim e para quem for escutar o que eu gravar.


Bom, fiquem com o post deles na íntegra, que eu acho que é muito melhor do que ficar falando... falando... e falando aqui. hahaha


http://www.techtudo.com.br/dicas-e-tutoriais/noticia/2011/08/guia-usando-seu-computador-como-estudio-de-producao-musical.html


E detalhe: vejam o vídeo final do post. Recomendo demais!!!